Preparar as crianças para o calor

Numa das últimas urgências, tivemos que internar uma criança (quase na adolescência) com desidratação e queimadura solar. Estivera o dia todo na praia. Com a brisa do mar a soprara levemente, não se apercebeu que os raios de sol queimavam tanto nem reforçou o creme protetor. Mas o calor e a queimadura solar fizeram que a desidratação se instalasse lentamente. Chegou ao hospital já de noite, porque a Mãe já não a conseguia dar água para beber de tão apática que a rapariga estava.

 

Não é por falta de aviso, porque a Direção Geral de Saúde já enviou novo alerta para as as subidas bruscas de temperatura. O calor extremo apresenta riscos graves para as crianças, que pode ir da desidratação ao choque (ou golpe) de calor, também conhecido como insolação. Os sintomas precoces da desidratação podem ser um simples cansaço a um mal-estar geral, náusea, pouca quantidade de urina (mais escura e com mais cheiro), língua seca. Mas vai progredindo para: cansaço extremo, alteração de consciência, caimbras musculares, vómito, anúria (não urina), dificuldade respiratória. Estes são sinais de alarme que deverão levar à consulta urgente de um médico.

 

No entanto, o mais importante é prevenir. Ter cuidados com o calor e com a exposição solar, que passam por:

 

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[fonte: noisygeek.com]

 

O clima português é ótimo. Temos praias (fluviais e marítimas) onde nos podemos divertir grande parte do ano. Não é preciso querer tudo de uma vez. Saber gerir o tempo que nos expomos ao sol e ao calor é um bom exemplo a transmitir aos nossos filhos.

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